Fibromialgia, legislação e PCD: associação esclarece direitos e combate desinformação em São Sebastião do Passé
A fibromialgia tem sido tema de debates em todo o país, especialmente após propostas legislativas que discutem o reconhecimento da condição como possível deficiência. Em São Sebastião do Passé, a ASFAP– Associação Sebastiãoense de Pessoas com Fibromialgia, Amigos e Familiares tem se destacado pelo trabalho de esclarecimento, acolhimento e orientação jurídica às pessoas diagnosticadas com a síndrome.
Durante entrevista concedida ao comunicador N Cezar, foi esclarecido que a fibromialgia não transforma automaticamente uma pessoa em PCD (Pessoa com Deficiência). O que a legislação e projetos em tramitação preveem é a possibilidade de reconhecimento da deficiência apenas após avaliação biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional, envolvendo peritos do INSS e, em alguns casos, da Justiça Federal.
Segundo a associação, um dos maiores desafios atualmente é combater a desinformação que circula nas redes sociais, levando muitas pessoas a acreditarem que o diagnóstico, por si só, garante benefícios imediatos ou benefícios imediatos — o que não é verdade.
Funcionamento da associação
A ASFAP mantém a sua sede na Rua Antônio Mendes, conhecida como Rua do Meio, em São Sebastião do Passé. O funcionamento da entidade é sustentado pela contribuição mensal dos associados. Parte desse valor é destinada ao atendimento jurídico, realizado pelo advogado Andrade Júnior e pela doutora Samanta, e outra parte é utilizada para custear despesas da associação, como aluguel, estrutura e ações de apoio.
Atualmente, cerca de 50 pessoas são atendidas diretamente, além do suporte oferecido aos familiares, reforçando o papel da entidade como uma rede de apoio social e emocional.
Próximo encontro
A associação confirmou um novo encontro para o dia 24 de fevereiro de 2026 (terça-feira), quando houver mais esclarecimentos sobre direitos, legislação e vivências de pessoas com fibromialgia, incluindo depoimentos de membros do grupo.
A ASFAP reforça que informação correta, orientação profissional e acolhimento são ferramentas fundamentais para garantir dignidade e cidadania às pessoas que convivem diariamente com a dor invisível da fibromialgia.








