NESTE DOMINGO, SÃO SEBASTIÃO DO PASSÉ ENTRA PARA A HISTÓRIA:
Em 19 de julho de 1926 foi assinado o decreto que deu início à emancipação de São Sebastião do Passé. O centenário convida a cidade a celebrar sua história e refletir sobre o legado deixado às futuras gerações.
Em 2026, São Sebastião do Passé completa 100 anos de emancipação política. Um século de histórias, conquistas, desafios e do esforço de homens e mulheres que sonharam com uma cidade independente, forte e capaz de escrever sua própria trajetória.
A luta pela emancipação não foi um simples ato administrativo. Ela representou o desejo de autonomia de um povo que acreditava no potencial da então vila. Em 19 de julho de 1926, foi sancionada a Lei Estadual nº 1.870, criando o município. Meses depois, em 12 de outubro de 1926, ocorreu a instalação oficial do novo município, tendo Luís Ventura Esteves como primeiro intendente, iniciando uma nova fase na história da cidade.
Cem anos depois, é natural que a população espere que essa data seja vivida de forma intensa. O centenário não representa apenas uma comemoração; representa o reconhecimento da identidade sebastianense, da cultura, da memória e das pessoas que construíram São Sebastião do Passé ao longo de um século.
É verdade que iniciativas importantes vêm acontecendo. Escolas das redes pública e particular têm desenvolvido projetos de pesquisa, resgatando fatos históricos, personagens e curiosidades sobre a emancipação do município. São ações valiosas, que ajudam as novas gerações a compreenderem suas origens e fortalecerem o sentimento de pertencimento.
Mas o centenário também convida a uma reflexão.
Uma data tão significativa poderia mobilizar ainda mais a cidade. Assim como o município se prepara para grandes eventos como o São João, o Natal e outras festas tradicionais, os 100 anos de São Sebastião do Passé poderiam inspirar uma programação ampla, envolvendo cultura, música, teatro, exposições, concursos, festivais, homenagens aos ex-prefeitos, aos pioneiros, às famílias tradicionais, aos artistas, aos esportistas, aos comunicadores, aos educadores e às pessoas que ajudaram a construir a história da cidade.
Mais do que realizar eventos, trata-se de criar experiências capazes de despertar orgulho e pertencimento.
Imagine uma cidade decorada com elementos do centenário; uma exposição permanente sobre a emancipação; apresentações contando a história do município; um festival cultural reunindo música, literatura e gastronomia; um documentário com os moradores mais antigos; concursos nas escolas; monumentos comemorativos; um desfile temático; uma cápsula do tempo para as futuras gerações.
São ações que permanecem na memória coletiva.
O centenário acontece apenas uma vez. É um momento único, que dificilmente será vivido novamente pelas gerações atuais. Por isso, talvez esta seja uma oportunidade de transformar a comemoração em um grande movimento de valorização da identidade sebastianense.
Que os 100 anos de São Sebastião do Passé sejam mais do que uma marca no calendário. Que sejam um convite para conhecer o passado, compreender o presente e inspirar o futuro.
Porque celebrar a história de uma cidade é, acima de tudo, reconhecer o valor de seu povo. E um povo que conhece sua história fortalece suas raízes e constrói, com mais consciência, os próximos cem anos.








